• 07/11 Os bairros com os apartamentos mais caros e mais baratos de Curitiba

    Os bairros com os apartamentos mais caros e mais baratos de Curitiba

    Por: Assessoria de comunicação

    Conforme a Gazeta do Povo mostrou no início desta semana, Curitiba teve 44,5% mais lançamentos nos seis primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado.

    Além disso, a alta acumulada nos preços dos apartamentos lançados na cidade foi de 5,4%, mais do que o dobro da inflação oficial do período, medida pelo IPCA, de 1,62% – cenário que não se via em 2016 e que ainda está descolado do dos imóveis usados.

    Os dados são da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), em parceria com a Brain Bureau de Inteligência Corporativa, e levam em consideração os imóveis vendidos na planta ou prontos para morar da capital paranaense.

    Segundo os dados do último mês de agosto, o bairro com maior preço médio por metro quadrado privativo (que não inclui a área comum) continua sendo o Batel, para todas as tipologias de apartamento (um, dois, três ou quatro quartos).

    Já os bairros com os menores preços variam de acordo com a tipologia. Para os apartamentos de dois quartos, por exemplo, as novas unidades Juvevê são as mais em conta no momento, com R$ 6,7 mil o preço médio do metro quadrado privativo.

    Confira no infográfico abaixo os detalhes:

    Quanto custam os apartamentos novos em Curitiba

    Batel continua sendo o bairro com os maiores preços entre os lançamentos verticais de Curitiba, independentemente da tipologia dos apartamentos. Já a posição de bairro com os apartamentos novos mais baratos muda segundo o número de quartos. Confira o preço médio do m² privativo por tipologia e bairro*:

    Fonte


  • 02/11 Lançamentos crescem 44,5% em Curitiba e preços superam inflação com folga

    Lançamentos crescem 44,5% em Curitiba e preços superam inflação com folga

    Por: Assessoria de comunicação

    De janeiro a agosto deste ano, 2.404 unidades, entre novos apartamentos e unidades comerciais, foram lançadas em Curitiba, segundo dados da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), em parceria com a Brain Bureau de Inteligência Corporativa, que leva em conta os imóveis vendidos na planta ou prontos para morar.

    O número supera as unidades lançadas no mesmo período do ano anterior em 44,5% e sinaliza uma retomada na produção de novos imóveis na capital paranaense. Ainda em março deste ano, diante do menor estoque de imóveis de Curitiba em seis anos, os empresários disseram que esperavam uma reação do setor a partir do segundo semestre. E essa reação veio.

    Mas uma recuperação de verdade, com um ajuste também no estoque de unidades comerciais, com o retorno de um bom ritmo de vendas para o mercado todo e um impacto positivo no preço dos imóveis usados, só virá com uma redução maior nos juros e uma queda mais acelerada do desemprego. 

    “Os juros já caíram bastante e, embora a resposta não seja imediata, esta queda está chegando ao consumidor. Hoje, com R$ 6 mil uma família consegue comprar praticamente o mesmo imóvel para o qual precisava de uma renda de R$ 9 mil lá no início do ano”, avalia o vice-presidente da Ademi-PR, Leonardo Pissetti. 

    Não à toa, a faixa que mais se destaca entre os novos apartamentos lançados na capital paranaense é a de imóveis até R$ 400 mil, faixa que corresponde ao imóvel de entrada das famílias de classe média na cidade. O número de imóveis neste valor cresceu 13,4% em relação a 2016, com 1.191 unidades lançadas neste ano.

    Na outra ponta, e também em destaque nos primeiros oito meses de 2017, estão os imóveis a partir de R$ 1 milhão, com 10,7% de alta no número de novas unidades (156 novos apartamentos em Curitiba). Foi essa faixaa, aliás, que ajudou a puxar o preço médio dos novos apartamentos da capital paranaense para cima em 2017, para R$ 7.058 o metro quadrado. 

    De janeiro a agosto, a alta acumulada é de 5,4%, mais do que o dobro da inflação oficial do período, medida pelo IPCA, de 1,62%.

    Se até o ano que vem a queda nos juros for repassada pelos bancos com maior intensidade, tanto para o cliente final quanto para o setor, impactando também nos custos de produção, Pissetti diz que a tendência é de construtoras e incorporadoras de Curitiba invistam mais nas faixas intermediárias, entre R$ 400 mil e R$ 1 milhão. 

    Ainda assim, mais da metade dos novos lançamentos no ano que vem deverá se concentrar nas primeiras faixas de até R$ 400 mil, já que são essas as de maior demanda da população.

    Atualmente, Curitiba tem 8.169 apartamentos novos à venda. O mercado argumenta que um número “saudável” para a cidade, ou seja, que atenda a demanda sem desbancar para a superoferta, é de cerca de 5 mil unidades por ano. 

    “Ainda temos dois anos para um ajuste [no estoque], e isso depende do planejamento colocado em pauta por esse governo [federal]”, observa Pissetti, se referindo às reformas propostas e com as quais todo o setor produtivo está contando.

    De maneira geral, o entusiamo é menor em relação aos imóveis comerciais, que ainda dependem diretamente também de uma maior retomada mais forte de setores como comércio e serviços. Mesmo entre as unidades recém-lançadas, os preços desses imóveis ainda estão perdendo para a inflação. 

    No último mês de agosto, o preço médio do metro quadrado desses imóveis ficou em R$ 9.660, apenas um pouco acima do preço médio do fim de 2016, de R$ 9.642. 

    Curitiba retoma lançamentos

    De janeiro a agosto de 2017, o número de novos apartamentos em Curitiba cresceu 44,5% em comparação com o mesmo período de 2016. Os preços das novas unidades também mostram recuperação. Acompanhe:

    Estoque

    A capital paranaense fechou o ano passado com o menor estoque de imóveis residenciais novos em seis anos. Confira: 

     

    Evolução do preço dos imóveis novos em Curitiba

    Preço médio por metro quadrado privativo (em R$)

     

    *2017 até agosto

    Fonte: Ademi-PR e Brain. Infografia: Gazeta do Povo.


  • 01/11 Fim dos condomínios-clube? Mercado muda perfil dos empreendimentos lançados em Curitiba

    Fim dos condomínios-clube? Mercado muda perfil dos empreendimentos lançados em Curitiba

    Por: Assessoria de comunicação

    Piscinas, espaços gourmet e numerosos itens de lazer a um elevador de distância. Esses são alguns dos chamarizes que atraíram moradores para os condomínios-clube que se proliferaram em Curitiba no início desta década. A conjuntura econômica, no entanto, enxugou o tamanho dos empreendimentos residenciais na cidade, em especial nos últimos três anos. Para contornar a crise que impactou o setor imobiliário, construtoras apostam em prédios que oferecem menos unidades e áreas comuns diminutas.

    No primeiro semestre deste ano, edifícios com menos de 100 apartamentos representaram 71% do total de lançamentos na capital paranaense, como demonstrou pesquisa da Brain Bureau de Inteligência Corporativa. No mesmo período de 2015 e 2016 esse número foi ainda mais significativo, representando pouco mais de 94% do perfil dos empreendimentos em cada ano.

    Perfil dos empreendimentos

    Desde 2012, mais da metade dos edifícios lançados em Curitiba ofereceram menos de 100 unidades.

     

    Para o economista Fábio Tadeu Araújo, sócio da Brain, dois fatores impactam diretamente o cenário. O primeiro é a menor atividade econômica, que aumentou a preocupação com o custo do condomínio. Os moradores de residenciais com ampla gama de espaços comuns sentem no bolso os custos da manutenção. O segundo é que a própria febre dos clubes residenciais diminuiu.

    “Para que um condomínio-clube seja viável é preciso muitas unidades. Hoje, como a demanda é um pouco menor, existe um risco de você colocar um projeto com 400 ou 500 unidades – salvo se for “Minha Casa, Minha Vida” – e ter dificuldade de vender tudo. A crise deixou as empresas com receio de lançar empreendimentos tão grandes”, explica Araújo.

    Atuação nacional

    Desde 2010, foram construídos dez condomínios com mais de 500 unidades em Curitiba. A última vez que a cidade recebeu um empreendimento residencial com essa dimensão foi em 2014. O boom do período pode ser explicado não só pelo ciclo econômico em alta, como também pela atuação de construtoras nacionais, como a Rossi, Tegra (antiga Brookfield) e Tecnisa, na capital.

    “Essas empresas viram que quando estourava uma praça nova o investimento era muito alto. Então, quando vieram para Curitiba, lançaram empreendimentos tipo clubes, com centenas de unidades. Assim era viável para elas receber uma receita significativa”, elucida Leonardo Pissetti, vice-presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário no Estado do Paraná (Ademi-PR).

    Com a saída desses players do cenário paranaense, restaram as empresas tradicionais do estado – muitas delas já trabalhavam apenas com empreendimentos exclusivos, com uma ou duas torres e poucas unidades.

    Crise econômica mudou o perfil dos empreendimentos imobiliários lançados em Curitiba. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo.

    Localização

    William Ribeiro, gerente regional da construtora Plaenge, aponta que a redução do número de lançamentos com mais de uma centena de apartamentos também tem relação com a escassez de áreas disponíveis.

    “A cidade já não apresenta grandes terrenos para empreendimentos como condomínios-clube. Nossa estratégia hoje é encontrar áreas bem localizadas, que são menores. Quando o mercado estava muito ativo, tínhamos lançamentos bem maiores, mas também tínhamos mais disponibilidade de terrenos”, conta.

    Construtoras locais também estão trabalhando com lançamentos que oferecem áreas comuns enxutas, diminuindo o preço das unidades e de manutenção. A ACMA Construções Civis, que entregou recentemente o empreendimento Terra Gutierrez, próximo ao Clube Curitibano, investiu em um projeto que valoriza ao máximo as áreas privativas das unidades, com o mínimo de área comum.

    “Diminuímos as áreas comuns de corredor e circulação, jogando essa área para dentro do apartamento, para deixar a residência o mais confortável possível e privilegiar a área privativa”, expõe Frederico Carstens, arquiteto responsável pelo projeto.

    “Teve um momento de lançamentos de condomínios gigantescos que chegavam a ter centenas de itens de recreação. Isso gera dificuldade de manutenção, controle e custo – você tem que criar praticamente a estrutura de um clube para gerir isso”, complementa o arquiteto. Carstens destaca ainda que muitas pessoas não se adaptaram aos clubes residenciais, por sentirem-se “apenas um número” entre tantos moradores.

    “Os condomínios menores têm mais inserção na vida urbana, menos burocracia para o viver, menos custos. As áreas de lazer são as necessárias, que basicamente são a área do fitness, área de diversão das crianças e o salão de festas”, conclui.

    *Especial para a Gazeta do Povo

     

    Fonte


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